Indicador sinaliza crescimento e aceleração na economia brasileira

A economia brasileira esboçou reação positiva no terceiro trimestre deste ano. Além de manter a trajetória de crescimento, registrou aceleração do seu ritmo. As projeções são resultado do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (20).

De acordo com a publicação, entre julho e setembro de 2017, o índice apresentou alta de 0,58%, em comparação com o segundo trimestre de 2017 (abril a junho). É a terceira vez consecutiva que o indicador apresenta expansão. Os dados apontam alta de 1,1% no primeiro trimestre e de 0,39% no segundo trimestre, em comparação com os trimestres anteriores.

O indicador IBC-BR antecipa o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados no dia 1º de dezembro.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2015, o PIB teve uma retração de 3,8% e, no ano passado, a economia registrou um encolhimento de 3,6%.

2017 – De acordo com os analistas do mercado financeiro, a alta do PIB para o ano é de 0,73%, embora o Banco Central estima expansão menor, de 0,7%, frente a 0,5% do Ministério do Planejamento.

Na tentativa de reaquecer a economia, este ano foram anunciadas medidas como a liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pase para idosos, a redução da taxa Selic, que hoje está em 7,5% ao ano - perto da mínima histórica de 7% ao ano.

A queda da Selic deve se traduzir em juros mais baixos nos empréstimos bancários, o que também contribui para estimular a economia. Somente em setembro, o IBC-Br registrou crescimento de 0,40%, na comparação com agosto (quando houve uma queda de 0,37% frente a julho). Neste caso, a comparação foi feita após ajuste sazonal, considerada mais apropriada por analistas. Sem ajuste, houve uma queda de 3,46% no IBC-Br em setembro deste ano.

O IBC-Br registrou crescimento em seis dos nove primeiros meses deste ano. Houve alta em janeiro (+0,47%), fevereiro (+1,33%) e abril (+0,20%), junho (+0,51%), julho (+0,42%) e setembro (+0,40%), mas recuo em março (-0,43%), maio (-0,19%) e agosto (0,37%).

No acumulado dos nove primeiros meses de 2017, ainda segundo números do BC, o indicador do nível de atividade registrou alta de 0,43%. A comparação foi feita sem ajuste sazonal, pois considera períodos iguais de tempo. Dessazonalizado, o indicador avançou 0,61%.

IBC-Br - O IBC-Br foi criado para tentar antecipar as perspectivas sobre o PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.

O indicador é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. O crescimento ou desaceleração da economia influenciam na inflação, que o Banco Central busca controlar por meio da taxa Selic.

Fonte: Expressão MS

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