Implantação do Banco de Leite não está confirmada em TL

O Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, local que receberia o primeiro Banco de Leite Humano da história de Três Lagoas, informou ao ExpressãoMS que ainda não recebeu os R$ 250 mil necessários para a implantação. Em junho do ano passado, os deputados Angelo Guerreiro (PSDB) e Flavio Kayatt (PSDB) destinaram esta verba por meio de emendas parlamentares.

Na época, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) baixou um decreto com uma série de regras e documentos que deveriam ter sido seguidos à risca pelo hospital, para que o dinheiro fosse liberado e informou que as obras seriam iniciadas este ano, o que ainda não aconteceu. Conforme a assessoria de imprensa do hospital, como não houve o repasse, os convênios terão que ser novamente assinados e empenhados.

O Banco de Leite é considerado essencial para atender a cidade e toda a região leste do Estado. As mães de recém-nascidos que não conseguem amamentar precisam viajar para Campo Grande ou Dourados, em busca deste alimento tão essencial para a vida dos bebês.

E não é de hoje que a falta do Banco de Leite incomoda e preocupa as gestantes. De acordo com a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), somente com a amamentação é possível reduzir a mortalidade infantil em 13%. Nos dois maiores hospitais públicos da cidade, não há espaço adequado destinado a coleta, armazenagem e entrega de leite humano.

No Hospital Auxiliadora, por exemplo, em caso de necessidade o médico prescreve um complemento alimentar. Já no Hospital da CASSEMS, a situação é ainda mais complexa. A instituição possui uma UTI Neonatal, mas também não conta com o Banco de Leite. De acordo com o Ministério da Saúde, a implantação junto a UTI Neonatal é obrigatória, ou o hospital precisa fazer um convênio, para que uma unidade próxima atenda a demanda.

No portal da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH) vinculada ao governo federal, há endereços de 217 Bancos de Leite em todo o país e apenas cinco foram instalados em Mato Grosso do Sul: quatro na capital e um em Dourados. Em Campo Grande, eles funcionam no Hospital Universitário da UFMS, na Maternidade Cândido Mariano, na Santa Casa e no Hospital Regional. Este último, mais recente, foi implantado em 2011. O mais antigo da capital está localizado no HU há 21 anos. Em Dourados, funciona no Hospital Evangélico, desde 2008.

Em 2015, uma lei estadual proibiu o transporte do leite materno entre os hospitais de MS, sem a assinatura de um convênio específico, por riscos de contaminação durante o transporte, além da perda de nutrientes essenciais do leite. Nos últimos cinco anos, Mato Grosso do Sul realiza trabalhos de divulgação e conscientização do aleitamento humano, para que as doações aumentem.

Importância da amamentação

Conforme a ONG Amigas do Peito, o leite da mãe contém todas as proteínas, açúcar, gordura, vitaminas e água necessários para o desenvolvimento correto dos bebês. Além disso, contém determinados elementos que o leite em pó não consegue incorporar, como anticorpos e glóbulos brancos. É por isso que o leite materno protege o recém-nascido de certas doenças e infecções. A amamentação melhora ainda o desenvolvimento mental do bebê e promove o estabelecimento de uma ligação emocional mais precoce entre mães e filhos.

Fonte: Expressão MS , 17 de Fevereiro de 2017

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