Empresa responsável por show “O Encontro” dá calote na população e desaparece

Algumas pessoas nem se lembram de que ano passado, as duplas Zezé Di Camargo e Luciano, e Victor e Leo, iriam se apresentar em Três Lagoas, em um show intitulado de ‘O Encontro’, mas isso ainda está bem fresco na memória daqueles que compraram ingresso para o show, que estava marcado para acontecer dia 18 de novembro, e precisou ser adiado de última hora para 4 de março deste ano. É ai que começam os problemas.

Os empresários da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, informaram a organização do evento que a dupla não conseguiria chegar a tempo para realização do show, e por isso, teria que ser adiado. Empresários das duas duplas, e organizadores do evento, conversaram e conseguiram mudar a data do show para 4 março de 2017, quando todos os cantores estariam disponíveis para apresentação.

Na época os empresários dividiram o valor do prejuízo causado pelo cancelamento do show, entre os organizadores. Foi avisado também que as pessoas que quisessem o reembolso pelo valor do ingresso poderiam procurar os pontos de vendas a partir do dia 29 de novembro.

Dia 4 de março chegou, e o show previsto para a data não aconteceu. As pessoas que compraram os ingressos e permaneceram com eles, confiando que o evento aconteceria, passaram a procurar os produtores do show, para serem ressarcidos e obter informações do acontecido. O que elas não imaginavam era que a empresa responsável por trazer o show à cidade, não os atenderia. A Feito Eventos Eireli – ETP, de Campo Grande, não atendia mais as ligações das pessoas, e não prestou nenhum esclarecimento sobre o assunto, segundo clientes que procuraram pela empresa.

A reportagem tentou entrar em contato com a empresa, mas também não conseguiu. Na época, foi divulgado o número de um homem que seria responsável pela produção do show, e que as pessoas poderiam conversar com ele sobre o reembolso. A reportagem entrou em contato com o dono do número, e ele informou que foi apenas produtor e que não se responsabiliza pela devolução do dinheiro, que pertence à empresa organizadora, e não a ele.

Lindy Ortiz, comprou um mesa no show junto com um casal de amigos, no valor de R$ 2 mil, e reclama da desonestidade da empresa. "Desde o primeiro rolo já havia entrado em contato com eles pelo Facebook e eles me bloquearam. No telefone que aparece na propaganda ninguém atende. Consegui falar pelo Whatsapp, mas eles também me bloquearam. Não sei o que fazer". Assim como ela, a equipe conversou com outras pessoas que também estão na mesma situação.

Procon

O produtor diz a todos que entram em contato com ele, para procurarem o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor de Três Lagoas (Procon/TL). Várias pessoas já procuraram o Procon na intenção de não serem lesadas, no entanto para que haja uma audiência de reconciliação e assim a resolução do problema, é preciso localizar a empresa, e até agora não foi possível, explicou a técnico administrativo do Procon, Christiane Guidio.

"Quando o primeiro cliente veio reclamar, conseguimos mandar a notificação para a empresa, ela foi recebida em Campo Grande, no entanto, nenhum representante apareceu. Então, começaram a vir outros, só que dessa vez, quando mandávamos para o endereço da empresa, tínhamos a resposta de que os mesmos haviam mudado, e a carta voltava pra gente. Desde então, não conseguimos mais localiza-la", disse.

Ela explicou que enquanto a empresa não for localizada, o Procon não poderá fazer nada para ajudar o consumidor, já que o processo é feito através de audiência presente. No caso do primeiro consumidor a registrar a reclamação, irá ser gerado penalidade administrativa, mas ainda sim é preciso fazer contato com a empresa. De acordo com a servidora, a Feito Eventos, já possui registro de fraudes em outros municípios. "Algumas pessoas dizem que sabem o local, que ouviram falar, então essa é nossa esperança. A todos que vem aqui orientamos a voltar depois de umas duas semanas, porque pode ser que já tenhamos conseguido identificar a localização deles".

A empresa está registrada no CNPJ 120 666 32 0001 37, na rua Doutor Eduardo Machado Metello, número 415, sala 1, bairro Chácara Cachoeira, Campo Grande, CEP 79040830. O Procon recomenda que as pessoas que se sentirem lesadas procurem o poder judiciário, para tomar as providências cabíveis enquanto a empresa permanece desaparecida.

Fonte : Expressão MS , Março de 2017

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